Olá, aqui é o meu é o nosso espaço de prosa, não sei se podemos chamar de plataforma, o que sei, é que mesmo nesse ambiente virtual, a inovação não me rouba a memoria das rodas de conversas em torno de uma fogueira ou em noites de luar no terreiro da casa de papai, no sertão dos Inhamuns .
Lá, compartilhávamos a labuta da rotina de quem vive na roça: as previsões esperançosas pela chegada das chuvas, as angústias da seca, a alegria da cacimba que deu água boa, as histórias de Trancoso e de assombração. Os folhetos de cordel eram os nossos filmes imaginários, apreciados entre goles de café adoçado com rapadura, batata e milho assados nas brasas da fogueira. Escutar o seu Joaquim era o melhor momento dos nossos encontros.
Também queremos compartilhar narrativas pessoais e comunitárias, construídas a partir de experiências e vivências que cruzam a roça, a cidade, o cárcere e a periferia. Histórias que revelam memórias, resistências, saberes e modos de vida, fortalecendo os laços que nos unem e dando voz a quem tantas vezes não é ouvido.